Mesa de abertura - CONASS

Fala do Sr. Jurandir Frutuoso Silva:

Bom dia a todos e a todas. Saudando o secretário Beltrame, representante do ministro Temporão, saúdo a todos que compõem a mesa de abertura; um abraço especial ao meu amigo Ênio, secretário executivo do CONASSEMS, com quem o CONASS trabalha ombreado, numa parceria leal, franca, necessária e que tem contribuído decisivamente para a evolução do Sistema Único de Saúde; saúdo o representante da OPAS, entidade que que tem prestado relevantes serviços ao SUS e abraço especialmente o Dário, coordenador da humanização no Brasil e aproveito para parabenizá-lo pela fala coerente e que nos compromete com a política traçada para a humanização do SUS. Peço permissão para destacar as relevantes presenças do Dr.Gastão Wagner e do Dr. Nelson Rodrigues - o Nelsão - pessoas pelas quais tenho muita admiração por tudo que representam para a luta sanitária brasileira. Os dois encarnam a glória e o drama de ser gestor no Brasil.

A autonomia, o compromisso, a vontade de fazer crescer o sistema de saúde nos remete à algumas reflexões, e uma roda de conversas como esta, no 2º Seminário de Humanização, vai permitir aflorar idéias importantes, que por certo contribuirão para a construção do sistema público de saúde e irão colocar luzes sobre os pontos que estão estrangulando sua evolução. Todos os sistemas universais de saúde passam por revisão pelo menos a cada dez anos. Se estamos discutindo a necessidade de humanizar a assistência à saúde no Brasil, obviamente teremos que refletir sobre a Saúde que temos, o modelo institucional vigente, como ele é operado, como se dá a gestão desse sistema, qual o papel do trabalhador, qual o direito e o dever do usuário, qual a importância do controle social nesse processo e assim ,de roda em roda, conseguiremos aprimorar os princípios e fazer evoluir positivamente o Sistema Único de Saúde, motivo de orgulho para todos que nele militam e lutam cotidianamente pelo seu fortalecimento.

Algumas coisas nos inquietam: se o sistema é único, integral e universal, tem obrigações com todo povo brasileiro. Como pode então, de cada cem reais de gasto sanitário no Brasil apenas 38 ser gasto público? Se somos responsável pelo SUS, temos que encontrar resposta para este tipo de comportamento da nossas autoridades que a cada dia se desresponsabilizam com a sua sustentação e exigir delas mais compromisso atenção para com o SUS. O desfinanciamento crescente e contínuo nos angustia. Mas não temos apenas o problema do financiamento; temos que discutir a qualidade da gestão e tantos outros problemas que impedem a sua evolução. Quero encerrar minhas palavras trazendo os agradecimentos do presidente do CONASS, Dr Eugênio Parcelli, pelo convite à instituição para essa abertura e dizer que o CONASS acredita que os estados devem ser a mola propulsora e um dos elos de fortalecimento da política de humanização no SUS, propiciando que mais pessoas revelem seu potencial e seu compromisso com a transformação da sociedade e possam colocar dentro dos serviços aos quais servem o amor e o compromisso, criando a ambiência necessária para que os nossos usuários possam juntos com a gente transformar, não só o sistema de saúde, mas o próprio país, tornando-o um lugar onde predomine o amor e a solidariedade. Muito obrigado!

 



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