Mesa de abertura - CONASEMS

Fala do Sr. José Ênio Servilha Duarte:

Bom dia a todos e todas. A minha fala será breve. Infelizmente, o Dr. Antonio Carlos Nardi, Presidente do CONASEMS não pode estar presente, uma vez que o município de Maringá, onde o mesmo é secretário municipal de saúde, está em situação de risco em função dos casos de gripe descobertos.

Faço saudação ao Secretário de Atenção a Saúde do Ministério da Saúde, Alberto Beltrame que na pessoa deste cumprimento os demais presentes nesta mesa de abertura. Parabenizo a organização deste evento, penso que é fundamental atividades como esta para fortalecimento do SUS. Gostaria de sugerir que no próximo seminário tenha maior participação de gestores, inclusive temos pretensão em nosso próximo congresso discutir a Humanização no SUS.

O Ministério da Saúde tem um papel importante neste processo de humanização na saúde. A composição do Conselho Nacional de Saúde já um exemplo desta política , uma vez que não é por acaso que 50% dos conselhos são de usuários, quando foi feito isso já se pensou na humanização, que os usuários realmente que são atores fundamentais nesse processo, entretanto, nem todo usuário tem a idéia de sua importância.

Saúdo Jurandir Frutuoso, Secretário Executivo do CONASS, saúdo também Renato Tasca representante da Organização Panamericana de Saúde - OPAS, sempre apoiando as políticas de saúde em nosso pais.

A programação deste evento é importante pois vai fazer uma revisão, na verdade uma re-visita de todo o Sistema Único de Saúde, abordando todos os aspectos.

Entendo como muito oportuno pois, realmente nós precisamos re-avaliar o sistema de saúde por que a humanização está no DNA do SUS, nosso sistema só tem sentido se tiver usuários e profissionais humanizados.

O SUS é uma política pública das mais relevantes mundiais por que ela dá cidadania à população, ela dá qualidade de atendimento e a humanização faz parte desse processo.

Entendo a revisão do sistema de saúde é necessária e este evento é uma função importante neste aspecto.

Gostaria de fazer parênteses e saudar o professor Gastão Wagner aqui presente, creio que é uma grande oportunidade para que o mesmo traga sua experiência de formulador de políticas de saúde. Conversando a pouco com o Nelson Rodrigues dos Santos, chegamos a conclusão que o SUS está em crise, entretanto, temos que encontrar soluções para esta crise e avançar no sistema de saúde.

Temos que rever o financiamento da saúde, pois hoje, o gasto privado com saúde é maior que o gasto público. É precisamos estar atentos, penso que com toda a epidemia da gripe agora está mostrando a necessidade e a importância de ter um sistema de saúde organizado e nós estamos dando resposta para isso e os gestores do SUS é que estão conduzindo esse processo e acho que nesse caso o setor privado é suplementar mesmo, ele vai complementar, não vai ser o ator principal.

A discussão sobre o financiamento público em saúde tem sempre que estar em nossas agendas. Temos que lutar para que o SUS seja uma política de Estado. A sociedade tem que ter consciência disto e apoiar. Para fortalecer a defesa do SUS é necessário trazer a sociedade para essa discussão.

Este evento demonstra que há pessoas interessadas e engajadas no processo de fortalecimento, estão presentes trabalhadores, usuários, representantes dos conselhos. De alguma maneira estão ligados ao município, ou como trabalhador ou como conselheiro ou como gestor, quando eu vejo esse coletivo, fico com a certeza, que o SUS vai ser implantado no país como formulado na constituição de 88 e realmente vai ser um grande benefício para a população um sistema de saúde que a atetnde.

Agradeço a oportunidade de poder participar deste seminário.

 
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