Apresentação
   A idéia e o desejo de se promover um amplo debate sobre a Humanização do SUS nascem com a própria criação, em 2003, da Política Nacional de Humanização. É claro que decorridos cinco anos, as motivações e interesses para a sua realização foram se alterando, pois uma marca do HumanizaSUS é se constituir como uma política aberta, porque dialoga ininterruptamente com o SUS, seus sujeitos, suas construções, seus avanços e seus desafios.

   Este diálogo imprime à PNH mudanças e assim ela vai se alterando, acolhendo e incorporando novos elementos. Neste período, porém, permaneceu a convicção de que não se constrói e fortalece uma política pública sem a inclusão de sujeitos, sujeitos no plural, sujeitos no singular. Incluir não pode ser um discurso da moda e o desafio é a sua afirmação como uma prática política. Em outras palavras: nestes cinco anos alteraram-se no tempo as motivações, mas permaneceu irremovível como opção política e como método incluir sujeitos e travar diálogos.

   Assim, o Seminário se coloca como uma estratégia entre tantas que a Política tem utilizado para divulgar e debater sobre as mudanças feitas no SUS na perspectiva de consolidá-lo como política pública inclusiva e solidária. Pela segunda vez a Política Nacional de Humanização reuniu um contingente maior de autores/atores do SUS nesta tarefa.

   O 2º Seminário Nacional de Humanização: Trocando experiências. Aprimorando o SUS se organizou fazendo também uma aposta metodológica. O evento tem para nós um sentido de roda de conversação. Daí a afirmação do modo de fazer da PNH pautado pelo método da tríplice inclusão: inclusão dos diferentes atores/autores do campo da saúde; inclusão dos conflitos ou da agonística presente nesta roda; e inclusão da dimensão coletiva sem a qual não podemos construir e consolidar políticas públicas no campo da saúde.

   A organização do seminário também propôs a prática da lateralização do debate. Estivemos lado a lado, fazendo rodar a palavra em um espaço sem lugares privilegiados. Sendo assim, para a organização do evento contamos com diferentes funções: propositor, coordenador, moderador, relator, observador analista, provocador.

   Entendemos que todos os participantes do Seminário são potenciais propositores nas mesas e rodas de discussão. Todos foram convocados a posicionar-se frente aos três eixos estruturantes do Seminário, integrando a roda para qualificar o debate. Sabemos que os participantes têm diferentes implicações nesta roda e, a partir desta diferença, esperou-se a sua co-responsabilização no debate. Convidamos, para cada eixo e tema do seminário, profissionais comprometidos em disparar as proposições iniciais. Buscamos a discussão desta roda, tanto no vivo da experiência do encontro, como também no registro escrito e publicizado nestes Anais.

   As discussões se orientaram em torno de três grandes eixos que conduziram as conferências, mesas, rodas e Café HumanizaSUS, e desdobraram-se em temáticas que abrem uma multiplicidade de análises e possibilidades, conforme quadro a seguir.



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